Compositor: Não Disponível
Sob a terra onde o silêncio grita
Onde as sombras bebem sonhos esquecidos
Os portões estão abertos, o caminho é íngreme
Para almas que semearam o que as trevas colhem
Riste da luz, amaldiçoaste o céu
Vendeste a alma para alimentar teu orgulho
Mas agora a voz que escolheste calar
É trovão rasgando a verdade
Zombaste do sangue, negaste a coroa
Mas todo joelho agora se dobra
Bem-vindo ao Sheol – sem sono, sem descanso
Onde as chamas ardem dentro do teu peito
Nenhuma misericórdia aqui, nenhum último fôlego
Apenas o abraço frio da segunda morte
Tiveste tempo, ouviste os clamores
Agora é tarde demais para pedir perdão
Escolheste as trevas, viraste o rosto
Agora sente a ira da qual não podes escapar
Serpentes se enroscam ao redor do teu nome
O arrependimento é a única oração que fazes
O verme não morre, o fogo se alimenta
De tudo o que a tua consciência sangra
Perseguiste o mundo, vestiste correntes
Bebeste o veneno, exaltaste a dor
Agora cinzas preenchem teu canto final
No Sheol, onde os condenados pertencem
Ele veio com graça, tu bateste a porta
Cuspiste no amor e imploraste por guerra
Agora ouve o grito de cada mentira
Que te guiou cego para o fogo
Poderias ter vivido, poderias ter voado
Mas agora és apenas um fantasma vazio
Ouviste a verdade e te afastaste
Agora a noite jamais se tornará dia
Sheol – o lugar que escolheste encontrar
Quando vendeste tua paz para alimentar teu orgulho
Chamas eternas, sem mais disfarces
O tempo acabou, não há álibis
Zombaste da luz, abraçaste a serpente
Agora és o combustível que o inferno refaz
Viraste as costas à graça, selaste teu destino
Este é o fim, esta é a sepultura
Nenhum fogo apagado, nenhuma voz ouvida
Apenas gritos que ecoam sem palavras